|
Escrito por Stephen Downes
|
|
01-Jan-1995 |
|
Página 1 de 2 As falácias lógicas são erros de raciocínio ou de argumentação, erros que podem ser reconhecidos e corrigidos por pensadores prudentes. Este ensaio lista e descreve todas as falácias lógicas conhecidas. O ponto central de um argumento é expor razões que sirvam de suporte para alguma conclusão. Um argumento comete uma falácia quando as razões apresentadas, de fato, não sustentam a conclusão.
Lista de Falácias Falácias de Dispersão Falso Dilema: são dadas duas alternativas quando de fato há três ou mais Apelo à Ignorância: conclui-se que uma proposição é falsa (ou verdadeira) porque não se sabe se é verdadeira (ou falsa)
Apelo a Motivos em Vez de Razões Conseqüências: o ouvinte é prevenido contra conseqüências inaceitáveis Apelo ao Povo: defende-se que uma proposição é verdadeira porque segundo a maioria da população ela é verdadeira
Fugir do Assunto (1) ataque ao caráter da pessoa (2) referem-se circunstâncias relativas à pessoa (3) invoca-se o fato da pessoa não praticar o que diz
(1) a autoridade não é um perito no campo em questão (2) não há acordo entre os peritos do campo em questão (3) a autoridade não pode, por algum motivo ser levada a sério - porque estava brincando, estava bêbada, etc.
Estilo Sem Substância: sente-se que o modo como o argumento (ou o argumentador) é apresentado afeta a verdade da conclusão
Falácias Indutivas Falsa Analogia: desprezam-se diferenças relevantes entre os objetos ou acontecimentos comparados Indução Preguiçosa: nega-se, apesar dos indícios favoráveis, a conclusão de um forte argumento indutivo Falácia de Omissão: não é considerada toda a informação relevante que devia pesar na conclusão de um forte argumento indutivo
Falácias Envolvendo Silogismos Estatísticos Acidente: uma generalização é feita quando as circunstâncias sugerem que deve haver exceções
Falácias Causais Post Hoc: pelo fato de algo acontecer após outra coisa pensa-se que a coisa causa a algo em questão Efeito Conjunto: conclui-se que uma coisa é causa de outra coisa quando, de fato, ambas as coisas são o efeito conjunto de uma causa subjacente Insignificância: conclui-se que uam coisa é causa de algo, mas apesar de também o ser, é insignificante quando comparada com outras causas deste algo Causa Complexa: a causa identificada é apenas uma parte da totalidade da causa do efeito
Errando o Alvo Conclusão Irrelevante: um argumento apresentado para defender uma conclusão prova, em vez disso, outra conclusão Espantalho: o autor ataca um argumento diferente (e/ou mais fraco) do que o melhor argumento do opositor
Falácias da Ambiguidade Equívoco: o mesmo termo é usado em dois sentidos diferentes Anfibologia: a estrutura de uma frase permite duas interpretações diferentes Ênfase: a ênfase numa palavra sugere um sentido diferente daquele que de fato é enunciado
Erros de Categorização Composição: como os atributos das partes de um todo têm certa propriedade, argumenta-se que o todo tem esta propriedade Divisão: como o todo tem uma certa propriedade, argumenta-se que as partes têm essa propriedade
Non Sequitur Inconsistência: o argumentador usa premissas que não podem ser simultaneamente verdadeiras
Erros Silogísticos Meio Não Distrubuido: diz-se que duas categorias separadas estão ligadas porque elas compartilham uma propriedade em comum Ilícito Maior: o predicado da conclusão fala sobre a totalidade de algo mas as premissas mencionam apenas alguns casos do termo no predicado Ilícito Menor: o sujeito da conclusão fala sobre a totalidade de algo mas as premissas mencionam apenas alguns casos do termo no sujeito
Falácias da Explicação Torcendo os Fatos: a evidência para o fenômeno que está sendo explicado é tendenciosa
Falácias de Definição Falta de Clareza: a definição é mais difícil de entender do que a palavra ou conceito que está sendo definido Circularidade: a definição inclui o termo que está sendo defido como parte da definição
Proposição Valor da Verdade Tabela da Verdade Operadores Lógicos Direitos Autorais
|
|
Atualizado em ( 28-Fev-2007 )
|