Fórum Cético
11/02/12 - 18:21:11 *

: Entrevista Interativa: http://www.ceticismo.org/forum/index.php/topic,381.0.html
 
      
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 : 18/08/09 - 23:05:33 
Beatriz - Beatriz
Bullying e as diversas formas de discriminação

Um novo termo (ainda sem tradução no Brasil) surge para designar um antigo fenômeno já bastante conhecido, principalmente no ambiente escolar, o "bullying". Inicialmente estudado nos países anglo-saxões, compreende atos de violência física, moral ou psicológica, praticados de forma intencional e reiterada contra uma pessoa ou grupo de pessoas em situação desigual de poder, causando-lhes sofrimento e dor. Entre o amplo espectro de ações praticadas pelo agente estão: amedrontar, ignorar, intimidar, humilhar, zoar, apelidar, dominar, empurrar, etc.
Primeiro observado em ambientes escolares onde, de fato, o número de casos é, infelizmente, cada vez maior, sabe-se, hoje, que o bullying não é praticado exclusivamente em escolas. Uma considerável parcela deste fenômeno tem ocorrido também em ambientes de trabalho ou lazer. Na verdade, o bullying, ainda que se tenha percebido a prevalência de incidência em determinados espaços, ocorre independente do local, grupo social ou da faixa etária.
O bullying pode estar associado a diversas causas e não se confunde com o ato praticado. O fenômeno ultrapassa os limites da percepção isolada da ação que pode receber um tratamento penal como é o caso da lesão corporal, da injúria, do dano, etc; ou não, como é o caso do mobbing. Não obstante a tipificação penal que se aloque a uma conduta praticada pelo agente, o fenômeno deve ser visto em uma outra perspectiva, onde se contemple tanto a motivação psicológica do agente, quanto a relação interpessoal com o seu alvo. A agressões têm como pano de fundo a estrutura social de poder em uma sociedade vincada por uma necessidade/exigência simbólica de afirmação da diferença (de gênero, raça/etnia, educação, orientação sexual, etc).
Neste sentido, é possível contemplar o bullying dentro de uma sociedade que contemporiza com diversas formas de discriminação, adotando posturas lenientes em relação a desigualdade de poder, que sintomatizam ações violentas. O bullying, portanto, pode ser contemplado por meio de um recorte de gênero, ou seja, de uma visão modelada pela perspectiva hegemônica de masculinidade decorrente de estruturas simbólicas (desiguais) de poder entre os sexos.
As condutas que matizam parcela do bullying possuem as cores da discriminação, da prepotência, da arrogância de gênero, que se dão tanto em ambientes escolares quanto laborais e de lazer. E, uma vez que a legislação protetiva da mulher (Lei 11.340/06) irradia seus efeitos somente às situações de violência de gênero ocorridas em ambiente doméstico, familiar ou em decorrência de relações íntimas de afeto (artigo 5º), o estudo do bullying de gênero no Brasil adquire considerável importância já que se trata de uma porta, ainda aberta, para a violência de gênero contra a mulher.

 Por Renato Vasconcelos Magalhães
Revista Consultor Jurídico, 8 de abril de 2009.

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 : 31/07/09 - 00:15:16 
MarceloEyer - MarceloEyer
Um garoto de sete anos foi perseguido pela polícia enquanto guiava o carro do pai, no estado americano de Utah, após fugir de casa para não ir à Igreja, de acordo com a imprensa local.

A incrível perseguição, filmada pela câmera do carro da polícia, teve início quando dois policiais foram avisados de que um motorista havia avançado um sinal, no domingo, revelou o porta-voz da polícia do condado de Weber, Klint Anderson.

Após a perseguição, a 65 km/h e com várias curvas, o carro parou próximo a uma casa e, para o espanto dos policiais, a porta do motorista se abriu e um menino saiu correndo.

"Para uma criança de sete anos, ele dirige muito bem", comentou o capitão Anderson, explicando que o menino, muito pequeno para alcançar os pedais, "se abaixava para acelerar e subia para ver por onde ia".

"Deste modo ele não utilizava os freios para fazer as curvas", destacou o oficial. O jovem motorista, que aprendeu a dirigir em um jogo de vídeo-game, revelou que fugiu de casa para não ir à missa com os pais.

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 : 23/07/09 - 16:28:01 
Alexandra - Mussagerito
É com ela que entendemos mais o ser humano. A psicologia surgiu de uns malucos perdendo tempo e pensando sobre o ser humano hehe

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 : 23/07/09 - 16:11:32 
Wilfredo - Mussagerito
A percepção do que seria real é que varia de um individuo a outro, mas não é afetada por esta percepção....
Concordo. A verdade é só uma e não depende de ser humano nenhum para existir.

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 : 25/06/09 - 23:10:51 
ForCed EXistenCe - ForCed EXistenCe


Dizem que quando acontecem catástrofes o ateu pergunta onde estava deus. O que penso quando me pergunto, é que deve haver coerência daqueles que crêem. Se o seu deus é bondoso e todo onisicente, deveríamos todos estarmos num lugar sem dor ou sem sofrimento na premissa de qeu há um deus todo bondade.

Deve haver felicidade a todo momento na premissa de que há um deus onisciente pois este deus é conhecedor de todo porvir e se o amor é sinônimo de deus, não deveria haver tristeza no mundo. Mas aquilo que se acredita e a realidade não necessariamente devem andar juntos.

Nos é mostrado constantemente a incoerências do deus antropomórfico com todos os vícios humanos. Para acreditar fazemos com que os eventos encaixem por conveniência naquilo que gostaria que fosse.

Se uma pessoa se salva em um ônibus que submergiu lotado de passageiros, o sobrevivente dirá que foi deus. Usou deliberadamente de uma desgraça para inferir que deus existe. O egocentrismo teísta é esancarado neste sentido. Para ele há provas que deus existe perante a desgraça. Também cinicamente dirá que “chegou a hora”. Mas vamos pensar neste argumento de que “chegou a hora”

Desastres ocorrem em vários pontos do planeta. Desastres naturais não escolhem pessoas. Pessoas morrem indistintamente. Não importa a idade ou classe social. Pessoas com uma vida inteira pela frente, com planos e carreiras profissionais brilhantes são terrivelmente mortas. Planos e carreiras são desgraçadamente desfeitos deixando familiares e laços afetivos inconsoláveis.

Não posso conceber que crianças em tenra idade, sem ao menos terem oportunidades de o livre arbítrio penetrarem em suas consciências, morrerem nos desastres. Mas é assim que ocorre. Não estamos falando da morte de uma só pessoa que por infortúnio, uma desgraça natural veio em seu socorro abreviando sua vida.

Nem estamos falando de uma pessoa individual que embora tenha uma carreira elogiável venha morrer e que terá um paraíso a sua espera. Nas desgraças naturais estamos falando de vidas inteiramente distintas, complexas e com trajetórias muito distantes uma das outras. Estamos falando de memórias pessoais e outras tantas que possivelmente ainda mal nasceram.

Para todas e somente todas chegou a hora? Isso é uma possibilidade que afronta o raciocínio. Que deus é este que encerra covardemente e ao mesmo tempo várias vidas sem dar oportunidades ? Que deus é este que comete insídia deste tamanho? Prefiro acreditar, que estamos ao acaso,nascemos ao acaso neste mundo e temos todas as variáveis deste mundo contra ou a nosso favor. Somos nós mesmos responsáveis pelo nosso destino. Nós quem escolhemos o futuro e fazemos a nossa própria hora, dias e anos.


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 : 24/06/09 - 20:01:15 
ForCed EXistenCe - ForCed EXistenCe


Se for um canibalismo consentido, não vejo nada demais. Muitos vêem como nojento, asqueroso dentre outros adjetivos que desqualificam quem pratica o canibalismo.

A idéia religiosa de inviolabilidade do corpo porque é sagrado que criou esta idéia de pecado, de agredir contra o que é sagrado e portanto agredir a própria divindade. Não há diferenças tão notáveis do corpo humano em sua constituição e de outros animais. Também somos animais, somos fecundados como os outros animais de sangue quente e das mesmas matérias básicas.

Alimentamos de carne, ingerimos as proteínas, as gorduras e tudo que era vivo de um outro animal. O choque de uma imagem de corpos humanos em pedaços prontos para a degustação pode inflenciar mais fortemente a repulsa pela antropofagia.

Dá pra entender o motivo. Tomamos as dores dos parentes e amigos e não gostaríamos que fosse conosco pela ojeriza que as imagens produzem. Eu não gosto de chouriço e molho pardo por achar o gosto ruim. Estes tipos de alimentos é puro sangue frito. Há pessoas que adoram esta modalidade culinária. Portanto não é pelo gosto que justificaria a rejeição pela carne humana. Poderia haver pessoas que gostariam de carne humana. Se fosse possível e moralmente permitido, poderíamos fazer alguém experimentar carne humana sem dizer a ela que se trata de carne humana. O paladar desta pessoa hipotética poderia apreciar a carne e ao passar a ter conheecimento do uqe se trata, cuspir a carne.

Mas se pensarmos que o morto consentiu em ser devorado? Pra que tanta repulsa pelo ato? Deveríamos deixar o horror de ver um corpo despedaçado de lado e admitirmos que todos serão comida de vermes e ficaremos carne disforme e apodrecida num túmulo descendo chorume mais terra abaixo.

Não são casos tão isolados quando em momentos de sobrevivência e no estado limite de morte iminente por inanição, existem atos de canibalismo como em quedas de avião ou em naufrágios. Nestes momentos extremos e até mesmo de uma estranha solidariedade, existem concordância que seus corpos sejam ingeridos por aqueles que têm mais chances de sobreviver.

Algumas tribos indígenas são menos humanas por práticas de canibalismo? Podem dizer que são raças inferiores simplesmente pela prática ? Não existem nem consenso hoje em dia para o conceito de raças. Uns dizem até que não existem raças definidas de humanos.. Voltando ao exemplo das tribos indígenas, os filhos dos filhos têm orgulho num ritual quando bebem as cinzas de seus mortos pois assim, acreditam, que terão vida eterna e força ao lado de seus entes queridos.

O que acabou com a antropofagia entre os índios brasileiros foi a catequização. Podemos até mesmo dizer que a religiosidade está no motivo principal na nossa sociedade moderna que nos impede de comermos uns aos outros. Eu particularmente tenho motivos morais que independem de praticar a antropofagia.

Não vejo diferenças quando ritos religiosos em nossa sociedade, num claro rito de cunho antropofágico, comem a óstia simbolizando corpo de cristo e bebem vinho simbolizando sangue de cristo. Me parece que a natureza humana sempre foi antropofágica mas foi moldada pela cultura do pecado, que comer carne humana fere o sagrado.


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 : 24/06/09 - 19:52:58 
ForCed EXistenCe - ForCed EXistenCe
Por Santo Anselmo de Cantuária* (1033, 1109). A respeito da prova da existência de deus:


1. Podemos conceber um ser a que nenhum outro se possa superiorizar, chamemos-lhe deus.
2. Deus existe quer apenas nas nossas mentes, quer no mundo (tão imaginário, como real).
3. Ser real é superior a ser imaginário.
4. Se deus existisse apenas nas nossas mentes, poderíamos conceber um ser superior - um que exista no mundo real.
5. Mas então seria um ser superior a outro ser superior que não podia ser concebido, o que é contradição.
6. Logo, Deus existe.



Para haver um superlativo de um ser, é necessário que antes exista tal ser. Se dissermos que há um ser superior a todas as coisas, devemos dizer a que coisas ou coisa nos servem de referência.

Pelo que sabemos sobre organismos vivos, poderíamos dizer que uma bactéria é superior a um vírus pelo que a reprodução de uma bactéria é mais complexo que a reprodução de um vírus.

Nos soaria absurdo esta comparação pois cada organismo vivo evoluiu segundo adaptações as quais fizeram que cada organela, cada partícula e funcionalidades tão diversas de um ser vivo de outro fossem suficientes para que os cientistas lançassem mão de classificações tão complexas. Mas seguindo esta lógica de uma superlatividade absoluta,  podemos dizer que a bactéria enquanto bactéria com um certo nível de complexidade, é um deus diante um vírus ou um composto inorgânico. Assim como todo ser que possui núcleos celulares ou os eucariontes são superiores aos seres procariontes. Mas talvez isso não basta para definir um deus, que supostamente seria um ser transcedente, superior a tudo que conhecemos e a que tudo cria e é imensamente complexo para nossa compreensão.

Porém nossa compreensão sobre o transcedente, se é que existe, é uma jornada tremendamente infrutífera pois muitos céticos julgam que o que sabemos sobre a realidade será sempre um conhecimento insuficiente. Se assim é, o que podemos dizer sobre coisas como o imensuravelmente complexo cujas mentes não alcançam?

Não adianta dizer que o que é complexo é algo criado porque senão a gente cairia num argumento circular: Para algo que cria e sempre está criando também deve ter sido criado, e quem cria o criador? Ou melhor: Se este ser é a causa primeira para que há necessidade desta causa primeira ou quem nos fornece com segurança informações de que a causa primeira não existiu sempre ou se houveram sempre 'causas primeiras'? Tanto quanto sabemos nossos padrões de conhecimento a cerca do mundo são manifestações mentais sobre uma realidade.

Toda a realidade que está representado em nossas mentes não são uma fotografia fiel da realidade. Afinal o que seria realidade? Intuimos muito sobre a natureza por nossas experiências e assim inferimos sobre a realidade através da linguagem. Dizer que algo exista somente em nossas mentes é aceitar o fato de que estamos sucetíveis ao autoengano. Pensamos em deus, fazemos referências e imagens a este deus de acordo com que fomos educados pela cultura.


Como deus existe apenas em nossas mentes, devemos concluir que deus é uma ilusão como outra qualquer e além disto, não podemos empiricamente provar deus como fazemos com as ciências naturais e nem digo sobre o mundo imaginário pelo que se revela em nossas consciências já puro fruto da ilusão.

Se não soubermos delimitar o que é a realidade com o que nos enganam não podemos portanto relativizar superlativos entre coisas com o que nos revela pelos sentidos. E como disse anteriormente nossas mentes são falhas e uma mente a qual está sujeita a enganos e ilusões não pode mensurar o que supostamente transcende o espaço-tempo de nossas percepções

 18 
 : 09/03/09 - 20:07:52 
ForCed EXistenCe - leopold
Vocês têm coragem de ler essas coisas? Por que não vão escutar música caipira e funk, que aproveitariam melhor o seu tempo?

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 : 09/03/09 - 20:05:30 
RafiX - leopold
Goethe já dizia: o homem superior não precisa de religião.
Já vi muita gente boa dizer: não preciso de deus para amar meu semelhante ("próximo" soa como coisa de judeu).

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 : 09/03/09 - 20:03:24 
ForCed EXistenCe - leopold
A finalidade de um filme erótico é excitar sexualmente as pessoas. Isso é tão óbvio que quase apaguei a frase, mas parece que o autor do artigo necessita dela.
A verdade está no sexo, assim como no vinho ou na ira, porque desperta o lado inconsciente do comportamento.
Não há nada para se compreender aí. O homem é irracional, enquanto o nosso articulista aí insiste em ser racional.

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