Fórum Cético
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: Correntes invisíveis.  ( 1696 )
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Alexandra
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« : 17/06/07 - 18:08:38 »

Correntes Invisíveis
Quando eu era criança me encantavam os circos, e do que eu mais gostava eram os animais. Também a mim, como a outras pessoas, como fiquei sabendo mais tarde, chamava atenção o elefante.

Durante o espetáculo, o enorme animal fazia demonstrações de peso, tamanho e força descomunais ... Mas depois de sua atuação e até um segundo antes de entrar em cena, o elefante permanecia preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisionava uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.

Sem dúvida alguma a estaca era só um pedaço de madeira, apenas enterrado alguns centímetros na terra.

E, ainda que a corrente fosse grossa e poderosa, me parecia óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir.
O mistério é evidente! O que o mantém, então? Por que não foge?

Quando eu tinha cinco ou seis anos, eu todavia confiava na sabedoria dos adultos.
Perguntei então a algum professor, ou a algum padre, ou a algum tio, sobre o mistério do elefante.

Algum deles me explicara que o elefante não escapava porque estava amestrado. Fiz então a pergunta óbvia: - Se está amestrado, por que o prendem? Não recordo haver recebido nenhuma resposta coerente! Com o tempo, esqueci do mistério do elefante e da estaca ... Somente recordava quando me encontrava com outros que também se haviam feito a mesma pergunta. Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta:

"O ELEFANTE DO CIRCO NÃO ESCAPA PORQUE TEM PERMANECIDO ATADO À ESTACA DESDE MUITO, MUITO PEQUENO".

Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido sujeito à estaca. Tenho certeza que, naquele momento, o elefantezinho puxou, forçou, tratando de soltar-se. E, apesar de todo o esforço, não o pôde fazer. A estaca era certamente muito forte para ele. Juraria que dormiu esgotado e que no dia seguinte voltou a tentar, e também no outro que se seguia ...

Até que um dia, um terrível dia para sua história, o animal aceitou sua impotência e se resignou a seu destino. O elefante enorme e poderoso que vemos no circo não escapa porque crê, realmente, o pobre, que não pode. Ele tem o registro e a recordação de sua impotência, daquela impotência que sentiu pouco depois de nascer...

E o pior é que jamais voltou a questionar seriamente esse registro. Jamais... jamais voltou a colocar à prova sua força outra vez ... Vivemos crendo que um montão de coisas "não podemos". Simplesmente porque, alguma vez, quando éramos crianças, tentamos e não conseguimos.
Fazemos, então, como o elefante: gravamos em nossa memória: "Não posso... Não posso e nunca poderei..."!

Crescemos carregando essa mensagem, que impusemos a nós mesmos e nunca mais voltamos a tentar. Quando muito, de vez em quando sentimos as correntes, fazemos soar o seu ruído, ou olhamos com o canto dos olhos a estaca e confirmamos o estigma: "Não posso e nunca poderei!".


Autor Anônimo.

« : 17/06/07 - 19:23:15 Alexandra »

Somos todos generais lutando em uma guerra perdida.
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« #1 : 17/06/07 - 18:09:53 »


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« #2 : 17/06/07 - 18:10:32 »

  Quebre suas correntes e vença seus paradigmas!!!

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« #3 : 17/06/07 - 18:16:17 »


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Deus está morto;matou-o sua compaixão pelos homens


« #4 : 18/06/07 - 05:01:06 »

Ué Alexandra, o que deu em você? A sério, essas correntes a q vc se refere são os condicionamentos a q todos estamos sujeitos, desde o nascimento até a morte. Alguns são até benéficos, como os q se referem a nossa preservação. Freud tratou disso em A CIVILIZAÇÃO E SEUS DESCONTENTES num outro patamar, digamos numa linha paralela. Não creio ser possível a gente se livrar de todos os condicionamentos que carrega, mas quando nos livramos dos mais evidentes e escravizantes, a gente passa a conhecer o que é a liberdade, e se compadece dos tantos outros que não a tem, presos a uma escravidão consentida, o que já é outro tema...
Alexandra
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« #5 : 18/06/07 - 17:27:05 »

Ué Alexandra, o que deu em você?

Por quê

A sério, essas correntes a q vc se refere são os condicionamentos a q todos estamos sujeitos, desde o nascimento até a morte.

  É essa a idéia.

Alguns são até benéficos, como os q se referem a nossa preservação. Freud tratou disso em A CIVILIZAÇÃO E SEUS DESCONTENTES num outro patamar, digamos numa linha paralela. Não creio ser possível a gente se livrar de todos os condicionamentos que carrega, mas quando nos livramos dos mais evidentes e escravizantes, a gente passa a conhecer o que é a liberdade, e se compadece dos tantos outros que não a tem, presos a uma escravidão consentida, o que já é outro tema... Sorridente

  Garoto, procurei ir mais para as questões dos paradigmas.

É claro que alguns são benéficos, pra não dizer até mesmo necessários até mesmo para nossa sobrevivência.

Mas já parou para refletir sobre todos as paradigmas que nos prendem diariamente? Todas aquelas idéias que foram colocadas nas nossas cabeças e nunca paramos para refletir?

Vejo a religião por exemplo como uma grande corrente, que nos prende desde a infância.

Uma corrente que todos deveriamos nos livrar.

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« #6 : 20/06/07 - 05:02:49 »

Puxa, faz tempo q ninguém me chama de garoto... Parece q não discordamos, mas pra apimentar um pouco eu diria q muito do que é enfiado em nossa cabeça é útil, necessário até. Como vc entende o processo civilatório sem transmissão de "paradigmas" de geração à geração?
Alexandra
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« #7 : 20/06/07 - 17:41:47 »

Puxa, faz tempo q ninguém me chama de garoto...

  Com o nick de Personal garota é que você não é =P

Parece q não discordamos, mas pra apimentar um pouco eu diria q muito do que é enfiado em nossa cabeça é útil, necessário até.

Como vc entende o processo civilatório sem transmissão de "paradigmas" de geração à geração?

Ok, há coisas que são úteis e necessárias...

Mas se são úteis e necessárias, não são correntes que nos prendem, são talvez até nossos apoios.

Mas e as correntes como a crença no divino?

São úteis e necessárias? Ou apenas correntes que nos prendem?

E a idéia da vida pós morte?




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« #8 : 21/06/07 - 04:54:31 »

ai ai o garoto a que me referi não é o do gênero, mas o do tempo...
É claro q entendi tuas colocações, estava apenasmente polemizando.
A sério, nós todos trazemos uma carga incrível de condicionamentos, os piores tendo sido acumulados por gerações e gerações. Seu peso não notamos, e aí eu concordo com a história das correntes invisíveis. Para nos libertarmos dessas e doutras correntes, precisamos QUERER
e para isso é necessária uma lucidez bastante rara. A libertação dessa carga secular é um processo fascinante e altamente gratificante, encontramos pistas já há milênios, e sabes onde? no bramanismo!!!
Cadê Ema, Wilfredo, Adriano etc.? O assunto mereceria a participação de mais atores, senão fica num diálogo entre nós dois. 
Ema
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Sim, sou cética!


« #9 : 21/06/07 - 10:06:47 »

Para nos libertarmos dessas e doutras correntes, precisamos QUERER
e para isso é necessária uma lucidez bastante rara.

É verdade mas não só. Mais do que querer temos que ter muita coragem! As vezes estamos tanto tempo presos, que a mudança apesar de necessária, nos causa um medo terrível!

A libertação dessa carga secular é um processo fascinante e altamente gratificante, encontramos pistas já há milênios, e sabes onde? no bramanismo!!!.

Bramanismo? Pode dizer mais alguma coisa sobre isso?
Mas também vou pesquisar...

Ema
"Mas tudo veio a ser; não existem fatos eternos: assim como não existem verdades absolutas."  Nietzsche
Alexandra
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« #10 : 21/06/07 - 17:50:55 »

ai ai o garoto a que me referi não é o do gênero, mas o do tempo...

  Eu entendi, só quis pegar no seu pé mesmo. 

Mas concordo, se ficarmos nessa só vamos dar voltas e voltas sem sair do lugar.

  Tem que aparecer mais gente, de preferência discordando.

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Alexandra
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« #11 : 21/06/07 - 17:57:49 »

Bramanismo? Pode dizer mais alguma coisa sobre isso?

  É uma religião muito antiga e pouco conhecida, surgida na Índia a milênios.

  Você deve conhecer, é apenas outro nome para hinduísmo. =]




  Perdão a intromissão.
« : 21/06/07 - 17:58:31 Alexandra »

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Malamen
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Eu comi o Espírito Santo.


« #12 : 22/06/07 - 04:26:32 »

Pode encontrar mais aqui.

Se algum dia sentires um vazio dentro de ti, vai comer que é fome.
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