"Um estudo com 322 estudantes de medicina em Marília, SP verificou que a prevalência do uso de álcool (incluindo bebedores discretos, moderados e excessivos) era significativamente menor entre os protestantes (50%) em relação aos católicos (75,2%), espíritas (75,0%) e ateus (94,5%). Ele também não detectou, nessa amostra, bebedores excessivos entre os protestantes e os espíritas. Com uma população bem maior, um estudo incluiu 2.564 estudantes universitários de 21 cursos da USP e utilizou uma análise de regressão logística. Este estudo revelou uma associação entre maior uso de drogas e não ter uma religião. Em 2002, Kerr-Corrêa e colaboradores realizaram um levantamento com 11.876 estudantes (11.382 universitários e 624 secundários) do Estado de São Paulo. Os autores identificaram que, entre os estudantes secundaristas, o uso excessivo de álcool relacionou-se a não praticar religião. Entre os estudantes universitários, o uso de maconha associou-se a não ter religião e o uso de solventes a não praticar religião. Analisando os resultados como um todo, os autores concluem que o uso de álcool e drogas é modulado por normas, valores e práticas grupais, tanto do grupo familiar como de grupos extra-familiares.
O objetivo dos autores foi verificar como variáveis de religiosidade, tais como ter ou não ter religião, filiação religiosa, freqüência a cultos, considerar-se uma pessoa muito ou pouco religiosa e educação religiosa na infância podem influenciar o uso freqüente e/ou pesado de álcool e drogas entre adolescentes."
Trecho do texto "Religião e uso de drogas na adolescência" do site:
http://aed.one2one.com.br/alcooledrogas/atualizacoes/as.htm