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ForCed EXistenCe
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« : 05/04/08 - 18:18:46 » |
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Li uma reportagem e fiquei perplexo. Um cientista mais especificamente 'cosmólogo', querendo de todas as formas prevê deus com fórmulas matemáticas. Não diz que neste caso igualmente seria válido este duvidoso método para provar qualquer outra coisa. Isto é o mais intrigante. Mas no caso em especial, aponta para o caminho pré-estabelecido por livre decisão e vontade de um cientista crédulo. É uma contradição e ao mesmo tempo coerência. Contradição por que já existe uma crença estabelida no objeto de pesquisa, e é coerente tendo em vista o desejo pessoal de quem pesquisa da existência de um deus, mais especificamente um deus cristão a quem pertence a uma sociedade cristã. Richard Dawkins já chamava atenção pra enorme tendenciosidade de uma instituição religiosa denominada 'Templeton' em seus projetos "científicos" e que dão prêmios a indivíduos em seu empreendimento na evangelização sob um manto de pesquisas. É o proselitismo torpe que tem como principal atributo a confusão gerada em um meio não-científico.
"Um universo com um deus seria um universo de tipo totalmente diferente de um universo sem deus, e a diferença seria científica. Deus poderia acabar com a dúvida a seu favor a qualquer momento, encenando uma demonstração espetacular de suas forças, capaz de satisfazer os padrões exigentes da ciência. Mesmo a infame Fundação Templeton reconheceu que deus é uma hipótese científica. Apesar de esforços bem financiados, ainda não apareceu nenhuma evidência que comprove a existência de deus.(...)"
O cientista crédulo parte da premissa de que há perfeição e ainda que intervém nos mecanismo fundamentais da natureza. Porém, é natural da gente se perguntar..O que o cientista chamaria de tanta perfeição ? Não existe modelo estatístico para prever o que seria mais perfeito do menos perfeito. Afinal, se não conhecemos todos os mecanismos que regem o universo, e nenhum cientista sabe mesmo, temos uma mente imperfeita. Uma mente de imperfeições utilizando recursos para prever a perfeição! Fico muito curioso em saber quais parâmetros científicos para definir algo perfeito. Ainda existe a complicação da subjetividade. Prever os fenômenos da natureza não pode depender de julgamentos morais. Não se pode estudar a natureza objetivamente tendo como base a subjetividade do cientista. Nem todos concordam ou chegam num consenso em definir o que seja belo. Talvez o belo seja aquilo que mais se aproxima da perfeição. Porém, nem todos têm a mesma opinião no que diz respeito sobre a beleza de determinado evento natural ou sobre as coisas observadas.
Se o cientista diz que é matematicamente impossível o universo ser obra do acaso, o que tornaria matematicamente possível o universo ser uma criação ? O que torna algo impossível, afirmando assim categoricamente de ser por acaso, é por que parte da certeza de que existe um criador.
Então deverá do mesmo modo provar pelos mesmos meios matemáticos como as coisas são criadas por este ser criativo. Também deverá demonstrar estatísticamente ou por outro recurso matemático, como este criador é feito e o que gerou este ser e ainda, o que motiva este ser de criar coisas. Dá pra perceber que gera um problema bem maior e insolúvel.
No meu ponto de vista, este matemático está se contorcendo para adaptar recursos lógicos à suas crenças. Não duvido de que ele invente uma fórmula que só ele entenda e os que compactuam com ele da mesma crença.
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