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« : 12/04/08 - 14:29:04 » |
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Muitas percepções não passam de estados mentais, ou a alterações destes estados mentais não interferem em nada sobre a realidade. O que é sentido, o que emociona não tem características gerais de realidade. A apreensão da realidade não é somente subjetiva. Para compreender a realidade, é necessário o conhecimento objetivo, formar conceitos que sejam universais e que possam ser generalizados.
O que um cristão tem como verdade para si, não é o mesmo que um hindu tem, não é o mesmo que um monge budista tem. Existe ainda o fator cultural que impõe certas normas de conduta ou padrões do que seja moralmente aceito. Isto é internalizado pelo indivíduo que toma como uma verdade. Mas não se dá conta de que esta é a verdade imposta pela cultura a qual o sujeito faz parte, não vale para uma outra cultura.
Ainda pode utilizar o argumento de que deus está na verdade da revelação. Mas o que justifica a revelação senão este estado de auto consciência da intuição?
Muitos teólogos dizem que a razão da intuição sensitiva tem tanto valor quanto á razão intelectual. A realidade objetiva é fruto do exercício próprio do intelecto, da razão. Contudo, a intuição é somente uma parte fragmentada do raciocínio, é uma parte em processo onde todas as impressões sensíveis ainda são as únicas ferramentas para conceber uma realidade possível, coerente e universal.
Embora com suas enormes falhas temos que concordar ainda assim é um exercício intelectual. Mas por que os teólogos não são coerentes com seus argumentos cosmológicos de deus quando dizem que deus é um ser não pessoal ? Há teólogos que alimentam uma divindade pessoal. Não chegam num acordo. Um ser onipresente, onisciente e onipotente preocupado com o cotidiano deste homem crente que o inferiu através de uma intuição.
Um homem crente que reza, proclama por salvação, pede misericória e ainda o perdoa pelos pecados ..tudo mundano! Um homem cria um deus pela intuição chamada de revelação, faz deste deus um poço de pedidos, transforma este deus num ser pessoal e portanto conhecedor de toda mesquinharia e torpeza humana ! So pode ser mesmo um ser divino à imagem e semelhança de seu criador. Demasiado humano, nada mais.
Quanto à razão intuitiva não é senão um ato fragmentado da razão, uma acepção de realidade animista comum a todos os seres pensantes e ainda sem o método sistemático do juízo. Não vejo de outra maneira lógica, sendo otimista, de os crentes ou os deístas_Nem digo teístas pois seu deus é declaradamente pessoal, e isto é desprezível em qualquer debate racional_argumentarem que esta revelação não seja um ato arbitrário da intuição ou da razão empírica. Deste modo, está na mesma esfera da representação dos desejos, da intuição ingênua e passional do juízo o qual somente faz sentido a exisência no campo das representações mágicas ou do pensamento mágico.
Já faz muito tempo que foi destruída idéia de uma realidade objetiva que independe do sujeito que conhece. Nem mesmo se pode dizer que deus, se existisse, seria esta forma suficiente e necessária da razão. Pelo pouco que sei de kant, entendo que ele demonstrou que o importante é a subjetividade do sujeito que conhece. Através da razão categórica pelo empirismo, os objetos são o conteúdo que formulamos através de categorias que são a qualidade, a quantidade, a falsidade a verdade, finalidade e a necessidade. Estas são as categorias que formam a razão e através desta os juízos e conceitos das coisas. Colocar novamente o papel de um deus no centro, é voltar atrás. É como a analogia: Ao invés do frango girar em torno do forno, querer que o forno gire em torno do frango. Não pode haver deus, simplesmente pelo fato que não se tem nenhum instrumento para categorizarmos deus
Suponhamos que pegássemos qualquer exemplo ou um elemento que significasse nossa experiência com um deus. Após isso concebemos que este elemento fosse uma base para formular conceitos de deus através das categorias suficientes da razão. Isto valeria pra qual deus? o cristão? o deus hindu ? ou vários deuses ? poderia servir pra qualquer um e então caímos inevitavelmente na tautologia ! Qualquer coisa que formularmos não haveria meios de falseamente ! Portanto, deus não existe.
Gostaria até que me explicassem com um mínimo de consistência lógica qual o pilar que sustenta o argumento da revelação_O principal “argumento” cristão da existência_senão desta razão_Eu digo, frágil_intiutiva ou sensitiva !
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