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: Estudo relaciona descrença religiosa a QI alto co  ( 229 )
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« : 07/11/08 - 23:50:49 »


Houve uma seguinte pesquisa: Estudo relaciona descrença religiosa a QI alto como se pode ver na reportagem: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL613145-5603,00-ESTUDO+RELACIONA+DESCRENCA+RELIGIOSA+A+QI+ALTO.html

Desconfio das pesquisas que pré determinam aptidões como inteligência ou a falta dela, se alguém está predisposto ou não ao crime dentre outras coisas.

Os cientistas embora não tenham necessidade de tomar partido ou declarar suas crenças e convicções num determinado objeto de pesquisa, é muito tênue o limite entre as opiniões pessoais do cientista uma vez que o cientista está intimamente relacionado desde sua educação, com os valores de uma sociedade. A ciência deve ou deveria ser de cunho social e de grande relevância. Há muitas pesquisas sendo feitas por aí que não tem relevância alguma. E por não terem relevância não passa a ser alvo de outros cientistas para confrontarem-se com métodos opostos para desfazer uma teoria ou até mesmo para descartá-la. Descartar uma teoria, possivelmente seria dar descrédito quem a formulou e portanto mexe com a vaidade do cientista. Claro que isto vai na contramão da ciência que é ser imparcial, objetiva e mais importante falseável.

Nos dois últimos séculos caracaterizaram-se por uma variedade de argumentos que procuraram justificar a graduação. A craniometria, no século XIX foi a ciência numérica em que se apoiou o determinismo biológico. Cesario Lombroso foi o seu precursor. Muitas pessoas eram julgadas sendo pre dispostas ao crime de acordo com suas feições. Maxilares grandes, testa curta olhos distantes e nariz aquilino dentre outras atribuições.

Os testes de inteligência no século XX tem a mesma função que a craniometria, é uma coisa, segundo diziam, inata, hereditária e mensurável. Depois inventaram testes de QI que mediam segundo padrões pré estabelecidos. Nestes padrões os estrangeiros num país eram todos submetidos a ele. Seria de esperar que os QI´s forma bem baixos pela falta de domínio da língua pátria. Era um primeiro erro. Depois aperfeiçoaram o teste inventando o fatorial segundo o qual determinava características inatas no indivíduio. Como sempre negros e uma minoria ficavam de fora dos valores altos destes testes. Talvez


Um dos maiores teóricos da medida do coeficiente de inteligência foi Pearson. Ele determinou através de um método estatístico chamado de fatorial, coeficientes de correlação (r) ou tendência de variação de uma medida em relação a outras para medir a inteligência que leva em consideração aptidões ou capacidades e a idade mental.
Em "A falsa Medida do Homem" de Gold, Stephen Jay:

"O (r) de Pearson não é uma medida adequada para todos os tipos de correlação porque só avalia a intensidade da relação linear entre duas medidas: A tendência de todos os pontos a se situarem em uma única linha reta. Outras correlações de dependência estrita não atribuirão a 'r' um valor de 1,0. Por exemplo, se cada aumento de duas unidades em uma variável correspondesse a um aumento de 2² unidade em outra variável, r acabaria por ser menor que 1,0 embora ambas as variáveis tenham apresentado uma correlação perfeita no sentido corrente do termo. Sua representação gráfica não seria uma linha reta, mas uma parábola. Assim portanto, o r de Pearson mede a intensidade da semelhança linear."

Os testes de coeficiente mental eram muito dogmáticos principalmente os americanos que estabeleceram um conjunto de métodos para medir a capacidade cognitiva baseando em pré conceitos como raça, etnia e parentesco. Muitas pesquisas com grande parcialidade dos cientistas favoreceram uma ideologia de eugenia. Os eugenistas americanos empreenderam campanhas maciças de eugenia de todos os tempos.

"(...)Ao contrário dos Estados Unidos, a eugenia na Alemanha teve vida mais curta, ainda que mais intensa. Apesar de normalmente associada à ascensão de Hitler ao poder em 1933, não é verdadeiro dizer que na Alemanha a doutrina esteve exclusivamente associada à ideologia nazista. Acredita-se que, mesmo sem o Führer, as leis de esterilização teriam sido implantadas no país. Aliás, a lei de 1933 que legalizou a prática foi inspirada na legislação da Califórnia, o estado que mais esterilizou nos Estados Unidos."

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