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Autor Tópico: A nova era e o neo-niilismo  (Lida 1470 vezes)
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Jonatas
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« em: 14/07/07 - 06:07:00 »

Tópico para comentar o texto "A nova era e o neo-niilismo" - Rafael Delerue

http://www.ceticismo.org/filosofia/a-nova-era--e-o-neo-niilismo.html


Logo ao ler o texto, notei que eu me encaixaria mais ou menos na definição de "novo niilista".
Senão por outras coisas, porque gosto de Placebo e Radiohead.  Sorridente

O autor cita Schopenhauer, aparentemente concordando que "existir é um doloroso e inútil passatempo", mas não parece sugerir uma alternativa à conclusão lógica, que diz levar a uma dor gratuita e desnecessária.

Para mim, há um único objetivo para a existência humana, o prazer subjetivo. Isto é algo que foi notado já pelos hedonistas e epicuristas, e também pelos utilitaristas, mas não sei se Schopenhauer sabia.

E, para mim, não existe alma ou espírito, mas, em um mundo puramente físico, existe vida após a morte. E eu acho o suicídio algo completamente lógico e até recomendável, e gostaria pessoalmente de me suicidar algum dia. Quem sabe antes de eu ficar velho para não sofrer de artrite, reumatite, e não sei o que mais?

Não entendo qual exatamente é a crítica do autor, ao niilismo, aos "novos niilistas", ou ao que for. Alguém pode me esclarecer?
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Adriano
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Sam Harris


« Responder #1 em: 14/07/07 - 11:47:06 »

O que eu vi de Schopenhauer é que a irracionalidade da vontade, deve ser canalizada para a arte, e eu gosto da filosofia, do conhecimento, tenho prazer em saber e conhecer, exatamente como a palavra filosofia diz, amor ao saber.

Sobre idéias suicidas, já passei por isso, mas meu pensamento hoje é outro, vejo como parte de um comportamento doentio, é um dos sintomas da depressão. Na nossa sociedade é visto assim pela psiquiatria e pelo direito, que criminaliza o incentivo ao suicídio.

O nilismo no meu entendimento, foi importante para a desconstrução do sentido da vida em bases religiosas, e que contribuiu para abrir caminho a filosofia existencialista, com valeres atribuidos ao homem, a humanidade.
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Jonatas
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« Responder #2 em: 14/07/07 - 15:12:08 »

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Sobre idéias suicidas, já passei por isso, mas meu pensamento hoje é outro, vejo como parte de um comportamento doentio, é um dos sintomas da depressão. Na nossa sociedade é visto assim pela psiquiatria e pelo direito, que criminaliza o incentivo ao suicídio.
Não concordo que seja necessariamente depressão. A própria depressão é uma definição subjetivamente arbitrária para um fenômeno mal-compreendido, e poderia ela por sua vez ser um sintoma. A ideação suicida resulta de uma decisão válida, nem sempre motivada por doença, e cuja validade não deixa de existir se for motivada por doença. A ideação suicida pode ser sintoma de diversas outras desordens corporais, algumas incuráveis, outras curáveis, ou pode vir sem desordem alguma, embora seja raro ou inexistente pessoa sem desordem alguma.
« Última modificação: 14/07/07 - 16:14:03 por Jonatas » Registado
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