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Alexandra
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« em: 29/03/08 - 16:01:16 » |
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As máquinas estão tomando o lugar dos homens, operários estão se fazendo cada vez menos necessários, enquanto a elite empresarial encontra cada vez mais lugar no mercado. Ao mesmo tempo, o papel do governo está desaparecendo, dando lugar para as grandes empresas globais e a economia baseada no material, energia e mão de obra dá lugar para uma baseada na informação e na comunicação. Assim, o governo, tolhido por crescentes dívidas acumuladas e por déficits orçamentários, estão menos dispostos a assumir gastos públicos e programas de obras públicas para criar empregos e estimular o poder aquisitivo. Dessa maneira, o papel decrescente, tanto do operário quanto dos governos centrais nos assuntos de mercado, forçará uma reconsideração fundamental no contrato social. Nos próximos anos, a jornada de trabalho será grandemente reduzida para aqueles que se encontram empregados, deixando - os com mais tempo livre para dedicar-se ao lazer e as atividades que os agradam Todavia, aqueles que se encontram desempregados (um número que será assustadoramente grande) entrarão para a marginalidade, aumentará a violência num patamar jamais vista, alguns trocaram trabalho por alimento e abrigo, o governo terá gastos incríveis com prisões e força policial, deixando assim de investir na assistência social e na geração de empregos. Mas, também pode haver uma outra opção, que seria o direcionamento dessa força na criação de uma terceira força, que floresça independente do mercado e do setor público. Essa terceira força, baseada na vida comunitária, já existe (em especial na política estadunidense) e também é conhecido como setor independente ou voluntário. É o domínio onde os padrões de referência dão lugar a relações comunitárias, em que doar do próprio tempo a outros toma o lugar de relações de mercado impostas artificialmente. Os ativos do terceiro setor atualmente equiparam-se à quase metade daquelas do governo federal dos EUA e ultrapassa o PIB da maioria das nações (em dados de 1991). O serviço comunitário provém de uma profunda compreensão da interconectividade de todas as coisas e é motivado por um senso pessoal de dívida. A atividade comunitária é substancialmente diferente da atividade de mercado, em que a troca é sempre material e financeira e as conseqüências sociais são menos importantes que os ganhos e perdas econômicos. A visão de mercado, apegada a uma abundância materialista, influencia o consumismo desenfreado, enquanto a terceira força influencia na melhora da qualidade de vida e a luta contra os problemas sociais, além de oferecer um antídoto contra o materialismo em nossa sociedade.
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