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Os Frágeis Alicerces Da Monogamia |
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Escrito por Delerue
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01-Abr-2004 |
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Página 11 de 12 que não foram concebidos pelo seu parceiro habitual”. Tal argumentação, baseada em fatos, implode o argumento de que as fêmeas são projetadas pela natureza para serem fiéis. A antropóloga norte-americana Helen Fisher, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, observa que “a idéia de que só os homens são poligâmicos é o maior mito da sexualidade”. Ela estudou o comportamento sexual de homens e mulheres em 62 sociedades ao redor do mundo, e concluiu que o adultério (em ambos os sexos) é tão comum quanto o casamento. “É claro que muitas mulheres (e homens também) optam por serem fiéis. Mas isso é uma escolha, não uma imposição biológica”, conclui. Mazzini encerra sua argumentação ao afirmar que “o casamento não foi feito para nos fazer feliz, pois não passa de um contrato social, embora nos seja apresentado como o grande caminho para a felicidade”. E arrisca ao conjecturar que talvez seja esse o maior engodo da história da humanidade. Regina Lins é da opinião de que “quando tudo é conhecido, se não existe nada no parceiro que não se saiba, não há surpresa, não há nenhuma novidade, não há descoberta. O que existe, como conseqüência natural dessa vida tão sem emoção, é um profundo desinteresse. É assim com a maioria dos casais. Optam pela monotonia e pelo tédio porque não suportam as surpresas de uma vida sem garantias preestabelecidas. Isso não passa de uma ilusão”. O que não se pode negar é que a monogamia, de sua origem à sua prática atual, sempre esteve em volta de fragilidades e hipocrisias.
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Atualizado em ( 31-Mar-2008 )
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